“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

19
Set 08


Vendam-se longe de mim!

Sinto nojo de tudo isto.

Sinto a cabeça a explodir.

Tudo à minha volta a impingir-me larvas, lixo, desespero.

Responsabilidades alheias a atormentarem-me a toda a hora com a realização e felicidade de filhos da puta que nem sequer conheço!

Sabem que mais?

Matem-se e vendam-se bem longe de mim... Deixem-me na minha mediocridade.

Deixem-me inerte e estanque a um canto... Quando morrer dar-vos-ei aviso.

Para que me possam, finalmente, desvendar e conspurcar à vossa mercê.

Facilmente se vai com a corrente mas, se olharem bem de perto, eu vou com a corrente para morrer mais cedo.

Já que ir contra ela é prolongar o que de vendável não há em mim...

Não consigo ver tudo isto sem fechar a percepção.

É demasiado.

É simplesmente demasiado...

Também estou cá dentro.

Também preciso sobreviver.

Foda-se!

Estou a dançar com um corpo de vidro no fio demasiado afiado da navalha do universo.

publicado por Ligeia Noire às 15:23

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