“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

05
Abr 10


On the wasteland... 


Ela andava a dois pés e com a cabeça cheia.

Todos os cacos eram amados como um vaso.

...um vaso de cacos.

 

Esta é a estória da incontada e do seu vaso feito de cacos.

Nem o vaso é vaso, nem os cacos se enleiam.

Então o vaso floreia disforme e desabitado.

É um vaso que não foi feito para conter...

Tudo se escapa pelas imperfeições da estrutura vítrea.

 

São tantas...

umas pequenas e delgadas, outras grotescas e feias.

Ela carrega um vaso de nada porque queria um vaso de tudo.

Os cacos são inventados porque o mundo é invertido.

As coisas guardam-se, as pessoas guardam as coisas.

 

Ela é um lírio.

Um lírio que hoje se vestiu de branco.

Um lírio estagnado de fome.

Embebido em misérias, criado pelo Supremo na escarpa de mato que esconde.

Ela anda a dois pés, já não é lírio... descobriu que também era o mato, a fome, os cacos, o vaso...

 

Tudo era ela.

Tudo era feito daquelas coisas que se guardou.

O Supremo plantou-a, ela não soube ser aquela planta.

Soube ser tudo menos aquela planta.

Soube ser o mato de espinhos espinhosos, os cacos desunidos, o vaso vítreo vazado.

Então o Supremo viu que tudo aquilo não era bom e deu-lhe a escarpa silenciosa de majestade.

 

She has been forecast with an attempt to kill herself but the ending didn't test well. 

publicado por Ligeia Noire às 19:20

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