“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

05
Abr 07


Houve uma altura em que, admito, ter pensado que até escrevia umas coisas interessantes, com nexo, engraçadas.

Nessa altura ousei achar-me relevante, igual mas a vida segue lá fora e, lá fora, não houve uma altura, houve sim uma infinidade de tempo no qual me achei obsoleta, aberrante, fraca, ignorada.

Esse tempo foi passado, é presente e será futuro, pelo menos assim o tem sido e temo que o vá ser para sempre.

Por vezes a vontade que impera cá dentro é a de me esbofetear, a de me obrigar a gostar, a viver sem lamúrias, sem choradeiras…

A de perguntar porquê?

Por que raio não consigo gostar de nada, por que tudo por vezes perde o pouco sentido que lhe consigo atribuir?

Por que é que as poucas coisas de que gosto me fogem?

Por que raio a realidade que gostava de viver fica no planeta ao lado?

Por que não consigo fazer chorar estas palavras?

Por que sou assim tão insatisfeita?

Não tenho respostas, não sei a quem perguntar, dói tanto cá dentro, tanto que a minha visão se turva por ter de suportar todas estas lágrimas.

Não posso deixa-las crescerem, não aqui, não agora.

 

publicado por Ligeia Noire às 15:39
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