“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

30
Jan 12


Há um jovem cavalheiro de tez acetinada e cabelos doirados que conheço de obrigatoriedades sociais e, com quem troco palavras funcionais, há uns oito anos.

O senhor desperta-me a curiosidade para planaltos nevados e há em mim vontades agrestes de o interpelar com palavras mimoseadas.

Canso-me da brevidade e canso-me da longitude que ele institui no corpo mas que se desfaz na pungência que se lhe desagua nos olhos.

Gostava de o encontrar longe da ânsia dos dias, gostava de abrir-lhe o leque em longos passos de dança.

Aprazer-me-ia, bastante, ver-lhe os olhos à noite, fora do controlo rotineiro, aliás, induzi-lo a tal seria ainda mais divertido.

Brincar muito, de forma a roubar-lhe o sustentáculo, as regras, as indumentárias de régua e esquadro.

Que doçura seria roubá-lo da seriedade e servir-lhe copos de vinho a pedido.

Vejo para além daquilo que mostrais, meu caro senhor, a curiosidade dos vossos olhos e os passos coordenados com que rondais a dama de paus, cativam-me o gosto.


publicado por Ligeia Noire às 22:09
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