“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

12
Abr 12


Pára um bocadinho e respira.

Gosto tanto de ti.

Pára um pouco e fecha os olhos, pára um pouco e dorme.

É de ti que gosto muito.

Às vezes, fico contigo confinada e percebo-te os olhos turvos e destrinçados.

Desenha-los assim, para que tu próprio sejas confundido nessa brincadeira de ser quem és.

Estás engolido pela treva e tenho medo que abras a boca.

Tudo aquilo com que me rodeei é assim... assim triste e fusco como aquilo que sou.

E, depois, há aqueles que te abrem os braços e te raspam as linhas das mãos ou, aqueles outros, que nem sequer puxam a cortina e rasgam e rasgam e rasgam tudo e um mais que tudo que ficou por ficar.

Estás pendurado na cruzeta e há dias em que ficas bem, depois reciclas-te e continuas com os botões ligados e não paras e não paras, meu amor, para respirar.

E, mesmo quando se te ofertam para que sejam dispostos aos teus olhos, ao acabar o conto, são as tuas mãos que vejo levantadas e são elas que fecham a porta.

És tu e tu e, como um morcego, voltas a pendurar-te para que a noite te chegue aos olhos.

Há dias em que preciso escrever para não me pendurar também.

Quando encontrar alguém que não procure por nada, alago-me.

 

Who am I to disagree?

Travel the world and the seven seas

Everybody's looking for something


Some of them want to use you

Some of them want to get used by you

Some of them want to abuse you

Some of them want to be abused 


Lyrics by Eurythmics/Letra dos Eurythmics


publicado por Ligeia Noire às 20:15
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