“We are like roses that have never bothered to bloom when we should have bloomed and it is as if the sun has become disgusted with waiting”.

31
Jan 08


Aqui estou eu, perdida, deixada ao relento para ser consumida.

Aqui estou eu, vazia, a desaparecer para poder viver.

A morrer, a contar, a conter, a ressacar.

A preencher-me de coisas para não transbordar.

São coisas, muitas coisas por queimar.

São sentimentos chacinados em ânsias de voltar.

São teimosias que se tornaram vícios.

Delícias em que me prendi e não larguei e não deixei de abusar.

São bloqueios dolorosos que impedem este sangue de me alimentar.

Por isso, abri o peito hoje de manhã e, fiquei assim, parada no tempo.

Olhei, tentei e voltei a fechar porque o seu conteúdo era impossível de renegar.

publicado por Ligeia Noire às 12:26

16
Nov 07


A suavidade envolvia-te e eu deleitava-me a contemplar a forma como falavas.

As palavras podem tocar-nos fisicamente, mesmo que não se possa tocar a fonte que lhes dá vida.

Misturei-me e lavei a alma com o que pronunciavas.

A noite foi caindo e amansando espíritos rebeldes:


- O meu;


- O teu;


- Os nossos.


Trazendo-os de volta à doçura com que os nossos olhares se envolviam.

És tu, sou eu, somos nós, que nos perdemos, que não nos cruzamos, que não nos conhecemos.

Sou eu, que não te tenho, que não te posso ver.

És tu, que estas longe, que perdes vida envolto num mundo que não me conhece, que eu não conheço.

Nós tão desconhecidos, tão impossíveis.

Mas nem sempre é assim, às vezes, tu deixas que eu te toque que eu me misture contigo que eu te tenha e te guarde e assim fico.

Não me apetece amar ninguém, porque ninguém existe.

Não me apetece submeter-me a ninguém, porque ninguém me desfalece, ninguém me eleva.

És portanto fantasia, doce letargia de substâncias desconhecidas.

És álcool que me inebria que me desarma e faz chorar.

Adoro o teu sabor, como adoro o teu sabor.

Que vício este que não quero findar que cheiro é este que não consigo perpetuar.

Como és belo, especial e sagrado, como me fazes viver nesta morte instalada.

 

publicado por Ligeia Noire às 16:10

11
Out 07

Ela anda às voltas

E domina-me a vontade

Ela dança na minha cabeça

E aumenta-me a ansiedade

 

Ela suga-me como parasita

Injectando-me escuridão

Ela não me abandona…

Afunda-me na solidão

 

Ela foge, ela volta

Ela persegue e eu lamento

Ela vive nas minhas veias

Ela não sai, ela é tormento

 

Presa aos teus ossos
Embutida nos teus cabelos

Ela emerge quando menos esperas

Ela cria os teus pesadelos.

 

publicado por Ligeia Noire às 11:45

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